top of page

Nossa Historia

Toda fotografia guarda uma memória. Mas antes de registrar a história de centenas de pessoas, eu precisei construir a minha.

Esta não é apenas a história de um fotógrafo. É a história de alguém que começou sem equipamento, aprendeu de forma autodidata, enfrentou desafios, precisou recomeçar mais de uma vez e descobriu que as melhores histórias são escritas com coragem.

Ao longo dos anos, tive o privilégio de participar de eventos culturais, concursos tradicionais, celebrações religiosas, casamentos, formaturas, campanhas, projetos comunitários e momentos únicos na vida de inúmeras famílias. Cada fotografia representa muito mais do que uma imagem: representa confiança, responsabilidade e a preservação de memórias que atravessam gerações.

Convido você a conhecer essa trajetória.

2017 — O primeiro passo

Toda grande história começa com uma oportunidade.

Antes mesmo de possuir uma câmera fotográfica, eu já era apaixonado pelo universo da criação. Produzia artes gráficas, criava convites para casamentos, aniversários e formaturas, além de participar de produções audiovisuais no colégio. A fotografia ainda era um sonho distante, mas já despertava minha curiosidade.

Naquele ano, participei de um concurso escolar onde conheci Fabiele, uma fotógrafa da cidade. Algumas semanas depois, uma colega pediu que eu fotografasse sua mãe, que estava no final da gestação.

A ideia inicial era fazer tudo com um celular.

Mas eu tomei uma decisão que mudaria completamente minha vida.

Criei coragem para pedir uma câmera emprestada à fotógrafa que havia conhecido. Era um equipamento caro, uma responsabilidade enorme e existia a possibilidade de ouvir um "não".

Mas ela confiou em mim.

Com aquela câmera nas mãos, realizei meu primeiro ensaio fotográfico: um ensaio de gestante.

Aquele não foi apenas um ensaio.

Foi o nascimento da minha carreira.

Pouco tempo depois, minha tia convenceu meu pai a comprar minha primeira câmera fotográfica. Passei então a fotografar amigos e colegas para construir meu primeiro portfólio, aprendendo na prática e aperfeiçoando aquilo que até então era apenas uma paixão.

Foi nesse momento que entendi que sonhos não começam quando temos todos os recursos.

Eles começam quando decidimos dar o primeiro passo.

2018 — Construindo as primeiras oportunidades

2018 foi o ano em que deixei de ser apenas um apaixonado por fotografia para começar a ser reconhecido pelo meu trabalho.

Ainda concluindo o ensino médio, continuei registrando momentos da minha turma, produzindo convites, fotografando passeios, eventos escolares e contribuindo para a memória de uma fase tão importante da vida dos meus colegas.

Na época, meu trabalho ainda era divulgado sob o nome artístico BrafinhaM.

Foi também naquele ano que vivi um momento marcante: tornei-me patrocinador do tradicional concurso Rei e Rainha dos Garçons, um dos eventos culturais mais importantes da cidade.

Embora ainda estivesse construindo meu portfólio, decidi investir em um projeto que valorizava a cultura local. Foi a primeira vez que apoiei oficialmente um evento público sem fins lucrativos.

No final daquele ano, fotografei meus primeiros casamentos, ampliando minha experiência em diferentes áreas da fotografia.

2018 não foi um ano de grandes números.

Foi um ano de grandes sementes.

E muitas delas continuam dando frutos até hoje.

2019 — Quando a fotografia virou um negócio

Completar 18 anos trouxe também uma nova responsabilidade.

Morando sozinho e buscando independência, participei do congresso FotoIN, dos Irmãos Vanassi.

Foi ali que minha visão mudou.

Até então, eu sabia fotografar.

Mas ainda não sabia empreender.

Comecei a entender que fotografia também era gestão, marketing, relacionamento com clientes e posicionamento profissional.

Depois desse congresso, coloquei em prática as primeiras estratégias para atrair gestantes e outros clientes.

Os resultados começaram a aparecer.

Vieram aniversários, batizados, ensaios e diversos eventos.

Nesse mesmo período, continuei apoiando o concurso Rei e Rainha dos Garçons, mas decidi dar um passo ainda maior.

Criei uma revista contando a história do evento, utilizando minhas fotografias e buscando patrocinadores locais para transformar o projeto em realidade.

O apoio financeiro não foi suficiente.

Mesmo assim, mantive minha palavra.

Assumi os custos que faltavam, produzi mil exemplares e fiz a distribuição para patrocinadores, estabelecimentos e participantes.

Financeiramente foi um desafio enorme.

Mas aprendi uma lição que levo até hoje:

A credibilidade vale mais do que qualquer lucro imediato.

No final daquele ano, mudei para São Paulo em busca de novas oportunidades.

Trabalhei em uma empresa ligada ao setor de eventos e passei a viver intensamente o cenário cultural da cidade.

Participei de shows, eventos e acompanhei de perto grandes produções.

Nos domingos, caminhava pela Avenida Paulista fotografando pessoas espontaneamente.

Foi um período que ampliou minha visão sobre pessoas, cultura e fotografia.

2020 — Recomeçar também faz parte da história

O ano começou promissor.

Mas o mundo parou.

Com a pandemia, a empresa onde eu trabalhava encerrou suas atividades.

Os eventos desapareceram.

Foi então que retornei para Frei Miguelinho.

Enquanto muitos aguardavam o fim da pandemia, procurei formas de continuar trabalhando.

Mesmo em meio às limitações, realizei ensaios, aniversários, inaugurações de lojas, eventos familiares e trabalhos para campanhas políticas durante as eleições municipais.

A pandemia mudou completamente o mercado.

Mas também mostrou que adaptação é uma das maiores qualidades de quem vive da criatividade.

2021 — Quando parar parecia inevitável

Determinado a crescer novamente, aluguei uma casa e montei meu primeiro estúdio fotográfico.

Tudo indicava um novo começo.

Mas uma nova onda da pandemia trouxe novamente restrições e dificuldades.

O estúdio precisou ser desmontado.

Transformei um quarto da minha casa em um espaço improvisado para continuar fotografando.

Mesmo assim, alguns problemas financeiros — incluindo calotes recebidos em trabalhos realizados — acabaram comprometendo a continuidade da minha carreira naquele momento.

Foi então que tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida.

Parei de fotografar.

Às vezes, continuar exige coragem.

Mas reconhecer a necessidade de parar também.

2022 e 2023 — O silêncio que preparou um novo começo

Embora distante da fotografia, esse período foi decisivo para minha vida.

Comecei a construir minha família ao lado da mulher que hoje é minha esposa.

Juntos desenvolvemos outro projeto profissional, viajamos, adquirimos novas experiências e amadurecemos como pessoas.

À primeira vista, esses anos parecem não fazer parte da minha história como fotógrafo.

Mas fazem.

Porque foi justamente longe da fotografia que encontrei os motivos para voltar a ela.

Nem todo crescimento acontece atrás de uma câmera.

Às vezes ele acontece dentro da gente.

2024 — O recomeço

Depois de muito refletir, tomei uma decisão.

Era hora de voltar.

Transformamos a sala da nossa casa em um novo estúdio.

Investimos novamente em equipamentos.

Voltamos praticamente do zero.

Mas dessa vez com muito mais experiência.

Aplicando estratégias de marketing que havia aprendido ao longo dos anos, lançamos um projeto para reconstruir rapidamente nosso portfólio.

Em apenas um mês, fotografamos mais de quarenta pessoas.

Foi um recomeço intenso.

No segundo semestre, participei novamente de campanhas eleitorais, eventos públicos, celebrações religiosas e também atuei como fotógrafo freelancer em diversas formaturas e eventos realizados em cidades da região.

Mais do que voltar à fotografia, eu estava reconstruindo um sonho.

2025 — Crescimento através das parcerias

Com o trabalho consolidando novamente, comecei a ampliar minha atuação.

Além dos ensaios e eventos, intensifiquei os trabalhos para marcas de roupas, produzindo conteúdos para campanhas, catálogos e redes sociais.

Ao lado do meu amigo Bruno — justamente a pessoa para quem havia vendido minha antiga câmera anos antes — passamos a trabalhar juntos em diversos projetos.

Fotografamos casamentos, formaturas e grandes eventos.

Minha esposa também passou a atuar diretamente nos bastidores, auxiliando na organização e no atendimento dos clientes.

Percebi que fotografia nunca foi um trabalho individual.

Ela sempre foi construída por pessoas.

2026 — Uma história que continua sendo escrita

Hoje continuo fotografando aquilo que mais gosto: pessoas.

Casamentos.

Gestantes.

Famílias.

Aniversários.

Formaturas.

Batizados.

Primeiras Eucaristias.

Crismas.

Eventos culturais.

Celebrações religiosas.

Marcas de roupas.

Projetos comunitários.

Ao longo deste ano participei de importantes celebrações religiosas nas cidades de Frei Miguelinho e Santa Maria do Cambucá, além de diversos eventos culturais que movimentam nossa região.

Cada trabalho representa uma nova história.

Cada cliente se torna parte da minha trajetória.

E cada fotografia reforça aquilo em que sempre acreditei:

Fotografar é preservar a memória de uma comunidade.

É registrar pessoas.

É contar histórias.

bottom of page